A era da impotência: soneto da distância

A era da impotência: soneto da distância

A palavra dita, morta é no ato do dizer.
O abismo nunca se esconde, esgueira-se
Pela razão que aniquila o ser.
Isolamento… do grito não deriva-se,

O pedido por sanidade.
Não alcanço mais as paredes. Os limites
Da realidade
Explodiram todas as sortes.

O véu é feito de sangue,
As estrelas, computadorizadas
Pelo controle incontornável das covardias generalizadas.

A tragédia que cada um quer para si,
Como o único bem possível de se ter na era da impotência,
Tornam-nos cada vez mais identidades da distância.

André Luiz Ramalho da Silveira

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