Desfragmentos de liberdade

Desfragmentos de liberdade

A passos lentos e seguros ocorre uma dança com tormentas insaciáveis.
Há pequenos demônios dentro de nós, que cravejamos em solfejo,
Vontade, ira, sexo, violência… desejos indomesticáveis.
A aproximação com a possibilidade do colapso existencial é uma saciação que se extingue num lampejo.

As letras se negaram a permanecer como pedaços de mim.
E assim, os pedaços abandonaram as letras sem fim.
E assim, sangraram e mais sangraram o que foi de mim.
Se encontro-me profundo, é porque cavei ao fundo das terras que já chamei de fim.

Porque pensei com meus ecos,
Surdos como meus gritos,
Agora sinto-me opaco diante desses ritos.

A liberdade, vista de baixo, parece o encontro do ar
Com o corpo em queda livre,
Que cai dentro de um copo, ou dentro de um corpo, ou de um chão… como ser o nada a vingar.

André Luiz Ramalho da Silveira

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