A passagem

A passagem

Procurando dar sentido para o que sou,
Descobri que como sou é o que dá sentido
Para o que faço, e o que faço é o que sou.
Letra: a liberdade do convalescido.

Nas agruras do nascer, desfiz-me do que pensava ser,
Numa sórdida autodestruição existencial,
E apenas encontrei criação, num sórdido niilismo abissal.
Abismo que não falo, que não sinto, num apelo ao não-ser.

No diluir das palavras ditas,
Já não sei se em algum tempo passado
Fui mesmo quem penso ter sido.

Ser um si é isso?
Ser-perdido-vazio-oblíquo-no-tempo-sem-raízes-na-nostalgia?
Volto a mim, angustiado, complacente, hipócrita… e na permanência, porque é preciso continuar com a elegia.

André Luiz Ramalho da Silveira

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