Um domingo

Um domingo

Queria dizer sem precisar falar,
Sem precisar precisar.
Sem nada, apenas nada… e acabo por nadificar.
Uma linha, um sorriso, um errar.

Os acontecimentos desenham fugas,
Apenas encontro um desaser.
Desacontecer, um pesado parar, um pesado ser.
A leveza é o passado, a narração das rugas.

Acontecimentos são grandes vazios,
Que verbalizamos, como sujeitos,
Como se fôssemos sujeitos, vazios.

Queria querer, sem que isso me consumisse.
Queria morrer, sem que isso me matasse.
Queria viver, sem que isso me fizesse viver.

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André Luiz Ramalho da Silveira

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