A escada

A escada

A cada palavra dita,
Um turbilhão de contradições
Vem-me numa ressaca maldita.
E, nela, cumpro minhas inações.

Descolei-me do andar e,
Do andar, me atirei.
Atiraram-me ao andar e,
No andar, sem chegar a qualquer lugar fiquei.

Parado, fui encontrar o nada
E dei de cara com o tédio
Ao impedir que o tempo me jogue uma escada.

De volta ao tempo, fudido e sem dinheiro,
Encontrei párias que amavam a vida e a conheciam pelo cheiro.
Derrubei a escada e abracei novamente as contradições de meu ser arredio.

André Luiz Ramalho da Silveira

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