Dos ventos aos fragmentos

Dos ventos aos fragmentos

À espera de uma espera, áspera e sincera,
Distraio-me com feridas já esquecidas.
No embalo claudicante de minhas crenças flácidas,
Dissolvo-me aguerrido em todas as bebidas.

Acontecimentos são mortificações hipostasiadas,
Talvez sejam lacunas que aplacam o tédio
Ou a estrutura de vida dos que crêem em sobrevidas.
Quanto a mim, se me desfaço ou apenas me extravio, nada vai além de fastio.

Formado nas entranhas do desencontro,
Não me dou ao luxo de expor meu sofrer,
Nem ouso mais ser. Para quem não vai além de um espectro,

O mundo não passa de um despovoado centro ecumênico.
E na memória, apenas histórias não vividas.
E no cíclico movimento, nos restam apenas pedaços de escolhas esquecidas.

André Luiz Ramalho da Silveira

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