No estribilho da balbúrdia

No estribilho da balbúrdia

Corte a linha, ande em círculos.
O sorriso das lâmpadas amarelas
Dão a medida daquele egoismozinho estampado nas lapelas,
Tão saudável a boa moral de nossos falos.

Sento-me numa dessas esquinas postas em bancos
Martirizados pelas pessoas que não deixam
As sombras taparem o sol com seus flancos.
Mas a verdade é que no espetáculo, todos a ele se queixam.

Minha linda, a liberdade é algo muito bonito
Quando a gente pensa nela como uma coisa
Pra ser usada sobre outra pessoa ou sobre outra coisa.

Mas essa boçalidadezinha chamada ser humano
Tão esplendorosamente altiva dentro de toda essa pequenez,
Quer mais é esquecer da própria miséria e comprar o sol no próximo ano.

André Luiz Ramalho da Silveira

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