Amor e Tremor

Amor e Tremor

Dar-lhe-ia qualquer estrela que, pela mão, condenam-me à sua orientação,
Na pesca oferecer-lhe-ia as águas ainda não tragadas de minha nutrição,
Nos sonhos, conceder-lhe-ia o voo para além da negação.
Mas tudo que posso é compartilhar a sabedoria do abismo de minha desorientação.

Entre tantas mentiras e violações, só resta-me permanecer na inação.
Confundem-te e injuriam-te, julgam-te e moldam-te… nos olhos encerram a adequação.
Não te preocupa, permanecerei calado e velado enquanto o mundo segue mudo na ação.
Se a coragem falta-me para qualquer fazer, ausenta-se ao resto a dignidade em aceitar a própria absorção,

Na herdada tradição, que tanto viola a liberdade como condição.
Só o tempo rompe com a exatidão da calcificação
E dissipa a má-fé de nosso coração… mas isso é pura fantasia plasmada de interjeição.

Às vezes quero me destruir, implodir as possibilidades… mas sigo nessa imolação.
Se a linha do céu eu perdi e uso das sombras pra do meu reflexo esquivar-me, é por consternação.
Sigo sem porque, mas é melhor seguir. Venha incompleta para mim, só assim saberás o que é a perdição.

André Luiz Ramalho da Silveira

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