Uma fortaleza, um abismo

Eu quebraria tudo, romperia com o mundo, voltaria para minha fortaleza.
Mas seria apenas mais uma embriaguez…
Permanecer na cisão nem sempre significa ter clareza
Dos pressupostos que nos derrubam mais uma vez…

O sangue ferve e o coração explode toda verve doentia
De quem foi esculpido para observar
O mundo por si mesmo, de si mesmo, numa vida vadia sem serventia.
A solidão não é escolha, sonhar não é amar.

Mas amigo, como julgar o mundo se não por si mesmo?
Como não transpor a negatividade individual para o universal?
Como abdicar do próprio mundo a fim de sobreviver, sem absorver-se no próprio abismo?

Não há pranto que sature a finitude da condição humana.
Não há canto que, em momentos escusos, acalente o lombo fatigado.
Simples e ridículo. Só resta-nos a liberdade, como um consequente imbróglio que a existência afana.

André Luiz Ramalho da Silveira

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