Da brevidade: alegoria do solo

Das janelas emolduradas,
Amarguradas confissões da alma
Desdobram-se como portões das liberdades fracionadas,
Um sonho por dia morre no mar da calma.

Ornamentam a abertura
Mas não entendem mais a sutura,
De que é cozida a bravura
Cuja feição cravejou-lhes a feiura.

Da árvore plantada
Ninguém por ela velou.
A árvore caída por ninguém zelou.

Ostentar a liberdade
É o furto juvenil do fogo da vitalidade.
Mas nós cansados estamos todos, os sem idade.

André Luiz Ramalho da Silveira

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