Manifesto contra a ditadura da felicidade II

Sem repensar o passado, não há futuro que se desdobre livre da mácula do fanatismo.
Sem ver o reflexo da razão e escutar os ecos abstratos da tortura e mortificação,
Não há a possibilidade de transcender o abjeto moralismo,
Que permeia a estúpida crença na felicidade desnuda de qualquer pressuposição.

Tal como expôs Andrei Tarkovski, o grande poeta cinematográfico,
A flexibilidade e a fraqueza são qualidades da vivacidade do ser,
Ao passo que a dureza e a força são atributos da morte, conjugadas com a supremacia da ontologia do “físico”.
Liberdade e verdade estão além da ditadura implacável do “você pode ser”.

“Anestesie-me, instituição pútrida.
Roubem meu espírito e firam minha liberdade.
Conservo em mim todos os defeitos ignorados por qualquer santidade.

A solidão nos dá a mão para moldar o tempo na repulsa dessa vida sofrida.
Mas não se enganem neófitos juvenis e anarquistas, não é apenas com o próprio sangue que se faz a liberdade.
A beleza da infelicidade está na autonomia única de ser alheio a qualquer tipo de santidade”.

André Luiz Ramalho da Silveira

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