Manifesto contra a ditadura da felicidade I

O desencanto é o abrigo dos esquecidos e sustenta um céu que simboliza
A presença quase invisível entre os pares da quase nula diferença.
Trago a vida, ao tragar um sonho, num trago para brindar os entristecidos.
Quando a solidão é contada, já não é mais escravidão… assim serve-se a crença.

Bicam a alma aos poucos, para que possamos olhar os pedaços.
Os ventos acordam e a lua acalenta… e a hecatombe não se desdobra
Nos fatos. Nada acontece. “É loucura!”, diz a cabeça turva sem ver os próprios estilhaços.
E caminham em seus ciclos doentios negando o que querem. O resíduo atribui sentido a sobra.

Não há porque se importar com algo além da própria felicidade.
Não há porque existir sem essa liberdade dos atos.
Para todo erro, haverá um remédio. Um brinde a clínica da superficialidade!

Sob esse céu, as pessoas pensam com a bílis estragada, com a publicidade
Da qual se nutre o ressentimento. Não há liberdade dentro disso.
A verdade surge no colapso dessas orações ao amor ofendido da mediocridade.

André Luiz Ramalho da Silveira

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