O mausoléu

Se ao menos o céu
Estivesse ao nosso alcance,
Servir-nos-ia as nuvens como mausoléu.
Mas da verdade alçada no flechar, alcançável nos é apenas uma nuance.

Não se supera a algazarra triunfante com outros berros mais,
Alarme, alarido, perfídia desmedida.
Diferença de grau é sempre diferença de grau. É preciso mais.
Suspender o resíduo do mundo e encontrar a própria medida.

O descontentamento acompanha todas as incursões.
Depois do colapso da identidade, não é possível ser o mesmo.
À parte disso, a existência continua longe, no alheio terreno das ilusões.

Arrebentar o céu e não ter forças para suportar a falta de ar,
De nada adianta. Mas sempre há um idiota para doar
Algum arfar.

André Luiz Ramalho da Silveira

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