Soneto para Aarmond – III

Num horizonte estrépito o tédio move o discurso.
Sou patético e vagabundo, deveras desajeitado,
Para a conformidade esclerosada,
Dessa prosa funesta.

O outro é morto.
O outro é quem
Morre, como outro,
Quem é morto.

Corra para longe
E viva sua vida
Sazonal e medíocre.

Agora é hora de procurar abrigo.
Ninguém há de encontrar peixes nesse exíguo
Mundo sem fronteiras. Um paralelo em desuso.

André Luiz Ramalho da Silveira

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