Soneto para Aarmond – II

Os erros já não fazem diferença.
O tempo é o mesmo.
A perfídia rima com esperança.
Não há como fugir desse abismo.

A solidão intragável
Consumiu toda existência.
Os deuses estão com nós, nessa felicidade impassível.
Mas eles são apenas espelhos dessa ausência.

Não importam quantas mudanças
Sejam feitas
Sempre seremos o refugo de nossas esperanças.

Despojado de mundo. Os erros não serão ouvidos.
Toda implosão será integrada no pano de fundo impessoal dos esquecidos.
Continuarei trancado, implodindo as simplificações, no artesanato que compõe as ideias.

André Luiz Ramalho da Silveira

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