Soneto para Aarmond – I

O mundo perdura. O mesmo lixo.
A mudança é apenas efeito de gravidade.
Há razões para que exista toda escória envolta em prolixo.
Isto é apenas o mesmo… É preciso quebrar a realidade.

E quando se quebra o espelho da aparência,
Sobram cacos de aparência.
Isso importa mais do qualquer outra bosta,
Que se faça além do útil e do agradável… nada resta.

Todo injustificável emanante da garganta destruída,
Torna-se um exterior de conduta ideológica.
Mas nada fará sentido. O mundo jaz numa apatia consumida.

A vaidade e a má-fé movem todas as ações.
A abnegação poderia ser uma salvação, caso não fosse ressentimento.
No fim, tudo é a mais plena impessoalidade das divisões.

André Luiz Ramalho da Silveira

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s