Escopo da abjeção

E o mundo me cala. Não, eu calo o mundo.
Ora, mas faço eu o mundo me calar, como o mais autêntico fracasso que embala
A solidão que nunca é atingida, porque nela apenas se é, um fundo sem fundo.
E as lágrimas apenas saem pela necessidade que é perseguir a contingência que nos entala.

Harmonia é o imaginário eu que melhor advém à liberdade prospectiva…
Chamada sobrevivência. Mas do mundo já me distancio, alheio á tudo que me guia.
Liberdade não vai além da autonomia visceral de se saber como uma farsa paliativa,
Na construção teórica com o único objetivo de lidar com a morte como um negócio que expia.

Já não mais poesia há nessa farsa de ser, nessa lealdade ao jazer em modos.
Secam-se os lagos a cada inspiração desnecessária que à vida fazem.
E não importa o que se faça, nada irá destruir esse muro, tijolos de felicidade, sopros de engodos.

A consciência é essa doença que nos torna humanos,
Excludentes de um Deus, mas condenados a lembrar da ficção de um tempo
Sem liberdade. Não há escolha que sobreviva a angústia dos sem-anos.

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