Contracultura de hipocrisia

E a busca por um lugar que suprima a vontade de decadência
Não depende da correspondência da realização de apenas mais um arfar.
Sempre se corre para esquecer-se da cisão que assola esse lugar da existência.
E mesmo assumindo a pretensa finitude, far-se-ia da terra, ar.

Os dias permanecem o mesmo espelho retorcido que nos absorve
E não se pode suspender o ser do estar, para além do solo dos sonhos.
De onde a ausência assume a poesia e, a morte, como possibilidade se dissolve
Pelas imagens que o discurso não cunha; mas, aquém disso, somos apenas moinhos.

E os olhares congelam como um julgamento fulminante pela multiplicidade idônea
Das pessoas de caráter, pela busca incessante de salvação, numa ação sempre
Bem dirigida, como uma hipocrisia tão bem cristalizada que jaz como a insígnia

Dos homens de ação, com a certeza impenetrável de felicidades ridiculamente egoístas,
Com discursos sobre justiça que soam esmagadoramente suaves, crenças disfarçadas.
O discurso ativo da contracultura parte do mesmo ponto da impessoalidade, fracas risadas.

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