A autenticidade do erro

Além das idéias manufaturadas, cujo processo é um berro estridente de um abscesso
O qual veda qualquer singularização e transparência de cisão,
Aquém do sentido que paira sobre os que usam concepções como progresso ou retrocesso,
Jaz o campo vazio que circunda a existência, o insurgir da cisão.

Escolhemos modelos de concepções morais já cristalizados
Para não sufocarmos no próprio processo de constituição de que fazemos parte.
A vida é um erro, onde a possibilidade cunha-nos como não mais fossilizados.
E só é mais erro o querer não viver do que o erro que é o viver, porque o primeiro é deste uma parte.

Não uma parte que, somada, acrescentaria o sentido de totalidade à derradeira ação,
Mas sim porque só é possível querer o próprio fim, por mais absurdo que isso seja,
Pela razão de que existimos como possibilidade de ser, que em sua máxima realização

Será ainda a plenitude da possibilidade… o autêntico erro…
E somos tão escravos que, se liberdade é possibilidade, nossa máxima expressão
Será sempre algo não alcançável concretamente; mas se o sonho é maldição, não cairemos por um simples erro.

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