Alegoria e aletoriedade

Singelo estranhamento que nos prende o coração, cuja habitação converter-se-á
Em danação… O hábito é a única garantia de vinculação pessoal que parece não desabar
Diante do proferimento da justificação de si mesmo… No qual escamotear-se-á
A objetificação do movimento, próprio da possibilidade de ser como um desabar.

Se a falha é inerente ao discursar, a verdade não pode pertencer a essa estrutura.
Não mais é possível a agência num mundo de ‘pessoas’.
Não mais é possível a consternação sincera… nossa benção é uma pura sutura.
A negação da crença é a assunção da tradição, um limiar na relva de pessoas.

Não há nada em mim, preso por um vazio que eu mesmo construí…
Liberdade é que chamo de permanência nesse existir…
A exigência a outrem de um mínimo de sinceridade já me fez de mim partir.

Ser a própria teleologia inversa não garante a estabilidade a um futuro derivado.
Não sei mais viver… tornar-se uma alegoria para as próprias ações
Não é mais uma simples escolha… permaneci distante demais para voltar equilibrado.

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