Suicídio

E o sonho de si ensandece a si entorpecendo a si.
Suicídio de si como uma regra do ego.
Depois do si morto há o desfragmentado ser, como um rasgo.
O amor abençoa o si dos que morrem a si.

A si morrer é como um livre nascer;
Mas só se é livre quando se renuncia a morte do si.
Nascer no suicídio existencial é como morrer cindido do permanecer.
E morrer cindido do permanecer é existir cindido do si.

E toda vida será uma ressaca de algo que poderia ter sido.
E toda possibilidade será a não concretização de todo efetivo.
E toda depressão será uma celebração do egocentrismo fervido.

E todo egocentrismo será a depressão da era do pós-humano.
Mas nada se acabará; o resíduo que nos constitui não se extingue.
Apenas se perfaz no nosso dissolver diário de tudo isso que é insano.

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