Ressentimento III – Nada de ressentimento.

Depuração e satisfação, pintadas na máscara cotidiana,
Configurando a sublimação existencial de quase morte,
Existencialmente mediana.
Face cortada, pinturas de guerra, ninguém escapa à sorte.

Cão fodido, dissociação fundida, preconceito ungido.
Verdade inexpressável, sujeira abominável, existência insuportável;
À alteridade; solidão é a benção dos que vivem a espreita do próprio latido.
Lados servem apenas para serem quebrados, destruídos por qualquer gesto amável.

Elevar-se sobre a própria condição destemida, enterrado no próprio corpo,
Claustrofobia emergente em uma existência que aparece só como retração em cadência,
À alteridade; confiança necessita de boa-fé, exasperada aparência.

Angustiado pela própria hipocrisia, procurando a benção no próprio despeito;
Eles dizem para continuar, eles dizem sobre a importância de se ter importância.
Vomito em cada substantivo adjetivado nessa minha condição de advérbio sem leito.

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