Ressentimento II – O trunfo da miséria

Não irei precisar… não irei cuidar e nem querer…
Simplesmente quero ir pra casa e cuidar de mim.
Não me deixe perecer tão belamente sob seu intumescer.
Serei essa calhorda dissociação tão costumeiramente adequada ao meu fim.

Eu preciso dessa vergonha, de saber que você sente que sou miserável;
Eu preciso da minha miséria, porque já desisto do amor próprio,
Quando se funda esse em algo de mim além. Quase morrer é como estar estável,
No caos desse maniqueísmo que gera a ordem desse opróbrio.

Preciso de seu amor, preciso de minha infelicidade, preciso que todos morram.
Preciso do meu desprezo a tudo, pra mostrar que tudo é mentira
E que eu sou a maior desonra para mim e para os que ainda findam.

Não espero ir a lugar algum, não espero que você acredite na relevância da minha dor,
Tão virtual quanto sazonal; espero esperar algo, mas me rebaixo a mim antes disso.
No fim de tudo voltamos a mais um começo, onde nada mudou e tudo não passou de um hipócrita ardor.

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