Ressentimento I – Sorriso Cismado

E o amargo instancia-se no papel amassado,
Imbricado nas memórias que rompem sem licitação.
Não se pode esperar consolo para algo já esquecido,
A não ser que o esquecimento seja ausência de rememoração.

Amor e razão são intimidades frias de algo que não conseguimos tocar,
Mas, a esta, dizemos usar para, aquele, expressar.
E assim aquela ruptura existencial permanece encoberta pelo próprio ar,
Num suicídio que, só quem é tomado por ele, pode confessar.

E o amargo vira questão de orgulho a quem brinda
A si mesmo pela crença de si mesmo, como um pretexto para ferir algum outro;
E assim ilumina-se de sentido aquele ato falho que em si mesmo finda.

E quieta segue a noite, naquela pueril falta de foco que se resume a
Certeza da própria solidão, confundindo-se com aquela risada doída
Dos que se desarmam para conseguir olhar a própria alma cismada.

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