Brandas emoções

No cinza de um dia, aqueles fantasmas que se ausentam na aurora
Surgem renegando em você aquilo que lhe é posto como movimento,
Como a crença que você postula para algo mais que se corrobora.
Naquele aparente fim em si mesmo que é o engajado comportamento.

Naquela vacuidade de uma sonhada autenticidade, que livra o ser do solipsismo.
Mas nada passa de uma simples e escorregadia ausência de fundamento,
Que ainda sim se funda como ausência de essencialismo.
Mas volta-se novamente a dimensão opaca do feliz estancamento.

Despeito… é só o que resta ao mundo de quem é uma cisão.
Despeito à deus, revelado como ressentimento ao mundo.
Mas mudo, mudo deus em princípio de combustão; mudo despeito como decisão.

Não sei lhe dizer coisas que devem ser ditas; não sei me portar como algo.
Não sei não desconfiar de mim, não sei não esquecer,
Não consigo não ter medo da perda, não consigo a sinceridade dos fracos que se põem como algo; resta-me apenas essa desculpa por quase ser.

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