Rascunhos de rodapé

Aquela inocência tão desprovida de malícia
Despontar-se-á no êxodo vil como pura audácia,
Na falácia existencial por simbolizar uma tenebrosa carícia;
Uma audácia que há de permear com escravidão os servos da inépcia.

E num embarafustar de preceder a si mesmo, o espírito obnubila-se,
Em mais uma atestação solipsista, rumo a nada de concreto…
Ela não quis saber da fumaça, ela apenas deleita-se,
Em mais um orgasmo… na autarquia autêntica de todo esqueleto.

E agora que o sol está retornando, rompendo como uma metáfora rompe o discurso iluminista,
Não há simplesmente como culpar a atmosfera por aqueles sábios acreditarem na salvação hedonista,
Ou por nunca ter havido a superação do esquecimento de que no próprio algo já há aquele nada…

Miséria existencial soa agressivo… mas os céticos hão de concordar que,
A cada nascer de um novo dia, cuja pressuposição é o convencimento de ter que permanecer na dissociação do continuar,
Hão de concordar que não é preciso de crenças para que esse ‘ter’ não implique em crença em pós-vida…

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