Estação das Brumas: revisitado

E me surpreendi com os cacos de um espelho quebrado,
Quando todos eles me olharam como inquisidores,
E eu apenas fechei os olhos, tentando encontrar em mim algo que não fosse fado,
Mas apenas novamente encontro-me em uma mônada, disseminado nos bastidores.

Ela sabe, todos sabem, eu sei. Mas àquele esquecimento que se esquece nos faz lembrar,
Por vezes, que a morte de Deus não é apenas uma metáfora,
E quando a mim perguntei sobre o que fazer, não estava em condições de encontrar ar.
Disseminado em bastidores e ainda preso, dentro de uma ânfora.

Implodindo, mas nunca o suficiente pra fazer barulho.
Apenas na efetividade de um ainda ser, como um estar circunspecto que sempre cai.
Difícil é lidar com verdades referentes ao próprio entulho.

E aquela tão querida ausência sempre se manifesta como um tornar presente
Aquilo que a memória acalenta, mas que não aquiesce em sua vertente.
Em uma peculiar solidão, resta apenas um despedir-se de si mesmo, dormente.

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