O silêncio da libido

A falta de si mesmo dissemina-se como solidão na falta do outro,
Mas o outro apresenta-se como ausência não refletida do próprio reflexo.
E no fundo, finda-se o mundo sem objeto por algum plexo.
E no fim, todo aquele sentir é só mais alguma expressão de tudo que já foi outro.

Resina-se aquele silêncio verbal em meio ao movimento dos corpos, insaciáveis.
Como que mortos por um logos, cujo reconhecimento suicida-se ante o tédio.
E o sexo das almas paralisa-se na contemplação dos corpos enganáveis.
E a contemplação rompe-se em mais alguma angústia qualquer, daquelas que configuram a possibilidade de algum suicídio.

Ainda restam-nos aqueles dias brancos, nos quais revela-se a paz intransigente.
Na qual somos tomados por qualquer coisa como uma solidão,
E nos leva a pensar como seria o mundo se ele fosse um eterno domingo.

Por fim, sobra-nos o amor, àquele ao qual abandonaremos pelo simples fato de amar.
Que por constatação advém-nos a plenitude planificada de uma ausência em negrito.
Mas que esquecemos pela presença do outro, como uma doença a se alçar.

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