Sobre mentiras e liberdade – sobre “‘quem’, será?”.

Talvez eu devesse ter medo de minha sinceridade,
Se ela fosse compreendida minimamente.
Receio apenas o descompasso de fixar-me, mesmo que por um instante, na realidade.
Se por vez sou uma atualidade, é porque apenas sou possibilidade, dormente.

Sinto-me apenas como uma mentira branca, daquelas brandas,
Como correntes que estruturam a condição humana;
Querendo por vezes ser uma mentira corrosiva, como plenas sinceridades hediondas.
Como espinhos, que tornam a liberdade a condição da miséria humana.

Talvez ainda devesse sentir que devo algo,
Como tantos fazem em sentir a idéia da normatividade como além do prático.
Talvez devesse querer a felicidade, como tantos crêem ser ela uma propriedade, somada a algo.

A felicidade é uma escolha, enquanto que a infelicidade é a condição.
Todos sabem disso… mas desses todos, ninguém desconfia de si mesmo.
A existência em sua totalidade é velada em silêncio em cada hipocrisia do chamado homem de ação.

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