O refúgio do silêncio

Como um novo desastre, sigo os tijolos quebrados rumo a um novo poente;
Como um novo poente, sigo as estradas entupidas rumo a um novo regente;
Como um novo regente, sigo as árvores de pedra rumo a um novo presente;
Como um novo presente, sigo os doentes rumo ao meu sempre ausente.

O silêncio é agora o refúgio, longe dos sonhos dos que adormecem a uma nova…
Vida, após vida… num dia em que compram irmãos e vendem uma lua nova…
As estrelas ameaçam a despencar, mas é só mais um teatro dos que governam o destino.
Àquele a que todos seguem, todos os que não assumem a própria história e ainda cantam um hino.

A possibilidade é a plena paz no deserto de Sonhar,
O ópio é fruto do ócio e, esse, é já um fazer para os que se acham para além do vício.
O esquecimento é a condição do desejo, mas a crença é produto de um estar.

Dou-lhe um último adeus, antes de partir-me em variações de incapacidades,
Cujo apogeu é só um fracasso, que dispensa lágrimas, pois são saudades;
Das quais não se curam, pois permanecem como credulidades e perecem como insanidades…

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