Dos ventos de Bronze

Nós deveremos chorar, silenciaremos as escolhas nas pausas da rouquidão.
Sentenciaremos a verdade na visão. Tornaremos a crença um subproduto do orar.
Evidenciaremos o olvido da existência nessa lassidão. Nós deveremos orar.
Fastio escuso e impenetrável amalgama do projetar. Apenas escolherão a alteridade de gana por escuridão.

Vetores enclausurados, centros desmedidos, encarnações dos que venderam o mundo.
Não poderia ser mais do que uma crença em um espelho resumido.
O submundo do pós-fim é anterior a paranóia dos arroubos de um sem mundo.
Mas o fim é o único prazer constatado ante a doença da falta da morte na ausência de mundo.

Respire, amigo… é só mais um vento a passar…
Bronze é o céu agora, preto fora o pulmão ontem, amarga é a vida em sua eternidade desmedida.
As pessoas nunca mudarão, as coisas nunca serão, os espelhos nunca morrerão.

Não espero a compreensão, ainda se pode negar algo compreendido.
Não espero viver, ainda se pode esperar algo novamente acontecido.
Não espero morrer, ainda se pode existir com a liberdade do incompreendido.

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