De Vênus à morte da nostalgia

A realidade que deveras tenho, é a eterna lembrança de algum sonho;
Não cessa em transmutar-se, nem em perder-se.
O que deveras conservo em realidade, é a eterna e quase pungente saudade.
De algo que não foi, que talvez nem seja, mas que ainda conservo ao cenho.

Todos os segredos são compreendidos como estruturas simbólicas da nostalgia.
A queda não é apenas um escolher,
Mas o visar o essencial que está já sempre aí, derretendo-se com a nevralgia,
Em mais uma sinestesia que elimina o solipsismo, ainda que continue indiferente o viver.

A raposa corre atrás de sua sombra, num combate com o próprio sonho.
Mas os gatos estão à espreita, seguindo a divisão.
Siga o caminho, àquele que você já sabe, não há volta para o moinho.

O amor é apenas é um novelo, que ainda conserva o enredo entre os montes ouriçados.
Os montes que guardam o motivo, a ser decifrado como segredo e punido com a hóstia.
Conseqüência do ser moral, mas não o fundamento da nostalgia dos desiquilibrados.

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