Sonho III: A solitude de Sonhar

A solitude de sonhar

Como seria apenas uma estada essa solidão?
As crianças da noite de hoje já não bebem o sangue,
Apenas acham que sabem da realidade como podridão.
Essa solidão não é simplesmente essa, ainda que com o profundo senso exangue.

As realidades misturam-se em sonhar, mas sempre o obedecem ao mesmo nível de ser.
Nunca deixam de serem pessoas, decadentes e infames crias do acontecer.
Dedicam-se aos hormônios e cultivam crenças que se esquecem de reler.
Mas jamais percebem a contingência do sonho e o sonhar como necessidade de ser.

Não percebem simplesmente que o desacontecer é o que permite o fazer,
Onde o amar é simplesmente uma palavra posta a nível existencial,
Em uma nuvem que chove quando se permite a sua natureza torrencial.

Orgulham-se da autenticidade solitária, sendo tão dependentes quanto um caranguejo.
De sua casca, ainda que na crença da proteção pela realidade do alheio despejo.
A solitude de sonhar é incompreensível aos que limitam-se ao execrado fazer.

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