Sonho II – A sinfonia do sonhar

Personalidade ferida… você tem medo da própria carência.
Acha que é apenas uma fase, sublimando isso a cada vez que vê as lágrimas no próprio reflexo.
Acha patética a falta de coerência dos discursos sobre o mundo como uma indecência.
Mas se arrebenta a cada pouco pra esquecer-se de si mesma na falta de nexo.

Achas que no sonhar esquece-te da existência pretensamente esquizofrênica,
Abstraindo-se no seguro refúgio do não fazer.
Mas apenas isso sublima, deixando-se sempre ser levada pela pretensa crise epistêmica.
Abstraindo-se no pretenso refúgio da iluminada pretensa ausência do crer.

Jogas-te na liberdade como se ela fosse um sólido predicado,
Esquecendo-te que a liberdade é apenas a plena ausência de necessidade.
Dizes sentir-se feliz por saber da contingência, mas ainda crê no pecado.

Achas que a própria máscara precisa de maquiagem,
Modela-te em dança onírica com o tempo, satisfazendo o próprio ego na pura vilanagem.
Mas é indiferente, no hospício todo louco crê na própria falta de imagem.

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