Ode ao subterrâneo

Esperando todos os dias pela queda do sol,
Fazendo a própria mente conceber o impossível pela dor inconcebível,
Mas o sentimento é garantido pelo verbo que cobre como um lençol.
Ainda assim você estupidamente crê na queda do céu como algo inatingível.

Não quer mais esse sacrifício imputado, a solidão que lhe fere a face,
A solidão que você mesma usa para se ferir, com o barato pretexto da segregação,
Chorando a ausência de escolhas, como se em toda essa má-fé faltasse enlace,
Como se a queda devesse ser superada para enfim em um lar se ganhar a salvação.

E é sempre mais fácil se perder no tempo do que perder o próprio tempo,
Toda essa pose guerrilheira ante o mal não passa de um recalque por não conseguir assumir,
Assumir a própria condição que pode ou não criar o mal, e ainda assim sorrir.

Mas você não tem motivos… quando cunharam-lhe um nome, o fizeram num epitáfio.
Humanidade, nada mais vazio e fraco do que essa sombra fétida que só foge do tempo.
Encerraram o preconceito no verbo… inventaram a droga para curar o vício.

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1 comentário

  1. Se alguém entender como deveria vai poder ouvir o som dos cascos, ao longe. E a angústia produzirá uma combustão espontânea. Ainda bem que no fundo eu acho que ainda penso como um Moderno ou como um adolescente, dá no mesmo: se eu já tivesse me convertido como gostaria, jamais voltaria aqui, por questões de saúde.

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