Testemunho ontológico do reflexo de Narciso

E a crença no acontecer mostra-se como o fundamento da natureza,
Na qual funda-se a normatividade cotidiana, uma imputação pela destreza,
Ou pela falta dessa, mas ainda assim o julgamento exprimi-se como vileza,
Como um resíduo não transparente aos absortos no cotidiano da medíocre realeza.

O desacontecer é a manifestação originária da temporalidade,
Cuja compreensão ontológica revela-se como constatação de si próprio,
Pela qual o desfazer iminente torna visível a falta de necessidade,
A qual é a pressuposição para se crer no acontecer como natureza do brio.

E o espelho nunca é carregado, pelo temor de Narciso,
Mas a constatação do reflexo em sua solidão não torna possível
O afogamento nas próprias lágrimas, nesse determinar de tudo o que é impreciso.

A sanidade é apenas um defeito da senilidade,
E o amor… apenas o envolver-se no acontecer impróprio no esquecimento da maldição.
Mas não temo a verdade, não temo a ilusão, são apenas perspectivas de uma debilidade.

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