Dos ventos expatriados

Dos ventos expatriados.

Nunca esquecerei aqueles dias, aqueles que nos faziam das ondas apenas o sal sentir.
Onde a moral era uma idéia que nos forçava a determinar alguma parte de nós mesmos.
Não esquecerei aquele sorriso que fora engarrafado, a ser lembrado num porvir.
Não esquecerei nada disso, mas talvez a lembrança mostre-se como espasmos.

Ainda assim, caminharei até quando não houver ventos,
Até onde a morte se mostrar como vida e, essa, como morte.
Caminharei na aurora embriagada, até o fim dos encantos.
E quando não agüentar mais, apenas irei rir da moral rogada à sorte.

E por aqueles dias me seguro, fazendo meu lar à construção da nostalgia.
E meu erro apenas será um voluntário levante contra o destino.
Por meu erro, tomo-me como um fruto expatriado daquele futuro que se coagia.

E a vida que engarrafei sempre volta em um novo barco,
Por mais escura a água que seja, as ondas ainda revolvem-se sem ventos,
E quando me rebater por um sonho, lembrar-me-ei que sempre sou eu meu próprio foco.

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