A desistência da saudosa esperança

A desistência da saudosa esperança

A desistência é o princípio de tudo, tornando visível o nada.
Ele olhava a singela flor, despedaçada por um mal entendido.
Mas que apenas o levava à mesma condição sempre glorificada.
Já não se tem motivos para crer, apenas se deixar ir nesse reflexo urdido.

À face do ninguém, que a sua volta resplandecia, tornava inútil o hábil verbo.
A sua existência começava em uma narrativa invertida,
Pois morrera em um projeto existencial futuro, onde apenas recitava de modo soberbo,
Àquela falta que não se pode falar, privado de qualquer experiência não refletida.

Existia como um advérbio, professando a solidão já previamente constatada,
Ulteriormente morto, apenas se agarrava a alguma emoção do passado,
Porque o presente se faz simplesmente de uma derrota amalgamada.

De nada o servia sua altivez, pois sabia que a moralidade havia danificado os corpos,
Corpos daqueles que crêem que o sofrimento deve ser eliminado para se ter paz,
Daqueles todos que se agarram ao tudo como se não houvesse nada além do imediatismo pragmático que subjaz a cada reles paz.

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