A oração dos dias brancos

Nesses dias brancos em que as paredes arrastam-se em nós,
Parece que alcançaremos a salvação pela definitiva desistência,
Nesses dias brandos em que a indiferença deixa insignificante todos os nós,
Não faz sentido nem rogar maldição pela impotência.

E ainda levantas bandeira em nome desse sofrimento,
Porque ao acreditar que é justificada essa dor, poderás esperar salvação,
Mas esse abrigo que tanto procuras apenas é um lugar criado por seu lamento,
Onde tudo se encerra em ressentimento, num tormento que ainda não chega a ser implosão.

Nesses dias em que sua face me olha, por lembranças reflexas em cada canto,
Encontro-me com meu fim quase antes de minha reflexão…
Mesmo quando os dias andam em pares, onde a esperança repousa em um canto.

E ainda achas que ter esperança é esperar salvação… na construção de um bunker.
Talvez eu não compreenda seu estilo de vida, onde o amor é ganho num jogo de pôquer.
Só sei que a memória é a maior inimiga da esperança, onde a reflexão ora pelo ser.

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