O reflexo partido do sonho.

Como senhor do próprio caminho, denominado sonho pelo próprio destino,
Criado pelo próprio senhor do espinho, onde cravou as mãos na rosa do desatino,
E descobrira que tudo o que sabia com o vinho, onde o próprio abismo lhe fora desvelado por seu próprio seu tino,
Apenas tornou indiferente a questão pela verdade em seu coração que não passa de um enferrujado sino.

E na absorção do próprio juízo, degustou o próprio deserto conceitual da desvitalização,
Intuindo o mundo em apenas um instante, ferindo-se com seu próprio espinho,
Como um errante de possibilidades, que num talhar descobre-se como a refração,
A própria, amarga e cinzenta refração de seu reflexo partido… espelho feito espinho.

E pensa como seria se fosse mais real que um sonho,
E ainda que a loucura seja tão aquém de si quanto além do próprio saber,
Compreendia o quão turvo era seu cenho,

Mas como somente a liberdade pode ser tão vazia, sentia que um sonho já não era.
Que aquilo que lhe fora num tolher divino tirado, não fora sua identidade, mas sim o próprio sonho.
Que não podia mais sonhar, não podia ver outro que não a si mesmo no espelho quebrado que lhe fora destinado pelo próprio senhor do sonho.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s