Fuga do Ego, número I

E isso não é nada além do que uma fuga,
Sou sua comunhão consigo mesma, numa híbrida sinceridade,
Da mais vulgar à plena sensatez que lhe refuga,
Que tanto me faz bem, mesmo sendo uma perdida brisa de alteridade.

Não lhe sou mais que um motivo para crer,
Que nem tudo é sofrer, que às vezes vale à pena tecer,
Só o que nunca lhe disse é que o fracassar é inerente ao tentar,
E esse, como imanência que transcende o próprio realizar.

Não, não lhe sou nada além do que um motivo…
Algo a que você possa estar segura de que um dia alguém lhe dará um ouvido.
E que jamais cairá no olvido, pois o miserável ego ainda é altivo.

E sua comunhão depende de minha autorização,
Você precisa de mim como ausência, não suportaria qualquer realização,
Você me dedica todo o respeito do mundo… mas cordialidades não pulsam o coração.

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