Na incrédula reticência do prometer

No eufemismo dessa existência, gritam superficialidades em sonora cadência.
Como se essa segurança que se diz ter fosse para outrem dar.
Mas esse coração ardendo é só mais uma máscara, áspera inapta a um par.
Mas essa máscara é só a armadura para o apresentar-se com decência.

É só mais um jogo, é só mais um estar sob o jugo, é só mais isso o que sempre é.
Sem novidades e sem novas qualidades, nem mesmo velhas…
É só essa falta de substância, que nos faz rir… e onde tanto se quer que uma mão nos seja estendida.
Só porque no fundo do próprio abismo só se quer aquele sopro de vida, pra voltar ao que é.

Porque na ausência que se é no próprio abismo, só se sai sozinho, quando se sai.
E só a si mesmo se vê a máscara que se é, no apresentar-se do que sempre cai.
Quanto ao resto, só segue como sempre se segue, seduzido pela vertigem que se sobressai.

E nesse eufemismo, a autenticidade está em quebrar promessas, rir da leveza.
Prometer como um esporte… é a ignomínia fraterna condição da realeza.
Mas segurança isso dá a quem esquecer-se precisa da própria pobreza.

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1 comentário

  1. Prometer para dispor de si como porvir, quebrar a promessa para nunca atualizar a promessa como potência de ser e evitar q queda no não-ser. Quanta metafisica!

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