À tarde, no limbo.

E hoje, a tarde se exprime em reflexos estagnados, urdidos como lembranças adormecidas;
Esgueirando-se entre um esquecimento e outro, prontos a lançar-se,
No ar congelado e nivelado, em uma totalidade de asfixias retorcidas,
Revelando que nada há além dessa solidão a esvarar-se.

E nesse tédio, pondo-nos em nós mesmos o que propriamente somos,
Um arfar num vazio, medido apenas pela sensatez de raros,
Angustiamo-nos por crer que miramos em algo além da própria finitude que não criamos.
E a esperança passa a ser apenas o dividir instantes com raros.

E as disposições de humor mudam como reflexos arcados em arcanas sinestesias.
Chorei como se ri, com sarcasmo brindei com a ironia.
Quero tudo o que já esqueci, porque o que lembro já não quero… vazia ironia.

E nesse nivelado novelo de vivências explode a beleza, no amor procurado,
Explode aos que podem ver… mas emprestei meus olhos à dona do belo fado…
Sou apenas merecedor do respeito, um espírito amargo rindo do próprio enfado.

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2 comentários

  1. tá, já tentei escrever qualquer coisa mas percebi que não vou conseguir escrever o que exatamente quero dizer.

    os três últimos estão…estão…grandes, incríveis, lindos.
    sempre venho aqui! =)

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