Pra lembrar que se existe.

O descarte especial ruma ao espelho e volta-se como negligência imperial;
Torno-me então especialista em mim, no mérito próprio do vazio.
Na amplitude do vazio com esmero, deleitando e adornando todo o sonho trivial.
Destarte na ontologia da derrota, à qualquer sorte extravio.

No primor do rir escondo em possibilidade a transparência.
Na especialidade de ser imbecil, jogo-me no vil intangível.
Acho um pouco de dignidade entre fumaças e resigno em minha existência.
E ainda em indiferença banal finjo desespero ao jogar-me em seu reflexo amável.

Ao meu estúpido tédio chamo-o de existência.
E ainda espero resposta de sua amável penitência,
No âmago de minha repugnância, incrustado na ânsia de minha resistência.

Quero a amplitude de meu esvaecer, fazendo-me vir a ser.
Desisto pela incontável vez de meu descarte, desprezando qualquer fazer;
Especialista em mim, de muito pouco serve-me essa ontologia do morrer.

André Luiz Ramalho da Silveira

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