Na sentença do muro – a culpa: II – Na sentença do muro

Bebendo do muro eu só vejo meras possibilidades.
Meras… mas nada há mais que isso… nem mesmo minha escolha pelo infinito como modo de viver.
Como modo de viver… mas modo de viver não é simples escolha, nem intangíveis realidades.
Mas, se intangíveis são…como se escolhe?.. elas nos escolhem…numa angústia por sobreviver.

Nenhuma teoria engloba toda a força de uma crença, que a sobrepuja, limitando  o próprio infinito.
Como se isso possível fosse…mas são apenas possibilidades…e, crenças, possibilidades são?
Como se escolhe sem crer?…o hábito nos faz crer…cremos nos hábitos… eles crêem em nós, tornando-nos apenas um muro escrito.
Escrito pelos que nos antecederam, pelo muro que nos embriaga, que nos torna situação.

E uma decisão libertadora nos revela que pensamento é escolha, mesmo que não seja nossa.
Minha temeridade frente ao muro só é fraqueza, fraqueza pelo medo de ser forte.
Forte só é relação com fraco, mais uma crença…mais uma moral…mais uma sorte.

Fortuna é o que me determina…ao meio dia. Força é o que me liberta, de mim.
Mas de mim só sou, quando me escolho contemplando o muro, quando ele me culpa.
Me culpa só por ser, me culpa pela força, me tornando fraco. Me culpa pela meia noite, por de mim ser escravo, por ser culpa de mim.
André Luiz Ramalho da Silveira

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