A tentação do não-ser II

Do exílio

Fabricados no ócio de um espaço vazio e subordinados ao eterno subordinar-se de um pérfido discurso,
Entregam-se ao mundo e as imanências como forma de liberdade, na orientação de um egoísmo de sociedade.
E assim formam o mundo, esses hábeis criadores; com uma lasciva amoralidade e liberdade.
Ordenam sua perdição numa desenfreada perigrinação a um bom deus social, na febre de um falascioso discurso.

Febre que é tão minha, que me enlouquece por tanta impotência e por tanta animalidade responsiva,
Febre que me sustenta e me perscruta, numa regra autônoma de uma espiral que me absorve,
Que me cristaliza como algo, que me transforma em discurso na mais autêntica orda exploxiva,
E assim me integro numa diferença que não é minha, mas que se faz, por uma acuidade com o cuidado que me envolve.

E nesse envolver me torno exílio; quero o silêncio, quero um poder silenciar…
Um silenciar que nos toma como uma possibilidade de escapar de uma total ansiedade tediosa, desse lamentar;
Lamentar por existir, sem poder desistir, por não querer desistir; nesse fantasioso mundo que fere qualquer beleza.

Beleza que é determinada por um discurso vil, na frenesi do consumo, do consumo da beleza.
Na hiper valoração do desprezível, numa refinada insensatez e antinatureza…num discurso de uma decadência imperial,
Que exila qualquer responsabilidade, tornado póstuma a autenticidade… num ódio a moral.

André Luiz Ramalho da Silveira………….11.04.08

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