Na irrelevânvia da terceira ordem

Na irrelevânvia da terceira ordem

Minha libertação é sua escravidão… seu deserto é minha instalação.
Ser livre é ser tirano… nada mais. Me enoja sua grandeza de servidão.
E me enoja seu nojo, me enoja sua causa, me enoja sua multidão.
E quando finjo ser eu, quando por tédio sou você, esqueço-me em devassidão.

E minhas forças são absorvidas por mim mesmo… e depois esquecidas.
E o abismo é já um espiral… já se forma como fatalidade… é a responsabilidade.
De ser possibilidade… é tanto o que sinto, que mergulhado em tédio pesco memórias esquecidas…
E aborrecidas, pra não cair em ilusão… é ridículo o esforço tirânico que se faz pra se manter a identidade.

As vezes é preciso sentar-se a mesa e do bolo não comer… é como sobreviver, desistindo do estar.
O estar é uma fatalidade; o ser, uma possibilidade. Mas… sermos possibilidade, é uma fatalidade.
E o abismo a que me entrego é um rasgo temporal cotidiano, quese se frustra numa dialética de autenticidade.

E esse espiral dialético, que leva a inautenticidade, expira-se com a angústia tétrica e singular.
E ainda… e ainda essa pura arte de nada dizer dizendo algo, é apenas o fechamento vil e ordenado da sociedade.
E na consciência de uma ostra… de uma memória nauseante e egocênctrica… institui-se o tédio e a terceira pessoa da
fragilidade.

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