No torpor…de um vapor.

No torpor…de um vapor.

Vapor e vento que se esfriam quando se esquentam na sinestesia de um rebento.
E no silêncio de um compasso de um silêncio , onde nos tornamos deus,
É também onde mais humanos ficamos… no esvair de nossos corpos ao vazio de um acalento.
E onde chegamos é sempre de onde partimos… ser deus para se suicidar… tédio.

Ser deus para se suicidar… teu corpo para me embriagar… meu chão para me devorar
Até a angústia torna-se o que é  para tirar-me do tédio…
Dialética desenfreada dos aconteceres… na consciência nadificadora, pronta para a todos devorar.
E no derreter simétrico das três partes cindidas, o vapor nauseante se mostra como a cor do tédio.

O vento livre… nos mostra o que é ser livre…e que até a liberdade é uma possibilidade,
E que, como tal, está submetida a jogos… e a pergunta sobre liberdade ou determinação,
É a mesma sobre deus… a crua responsabilidade de estarmos cônscios da fatalidade de sermos pura possibilidade.

E me enclausuro nas minhas projeções… e me defendo até de correções.
Mas é isto mesmo… não quero nem a ausência e nem a reluzente brancura.
Porque até o tédio complacente é já uma tentativa de abraçar emoções.

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