Feliz ano novo(!), para quem o ano é novo.

 No deleite de uma claustrofobia

Amor… não, amor nenhum. Talvez não seja nem ausência, pois presente nunca houve.
Não há nem um você, apenas um eu e nossos jogos… de força e orgulho.
A angústia singulariza… sim, mas depois da chuva tudo vira fumaça e nem você se ouve.
E aquela perda de controle, que tanto você simula, cai em um olho.

Meu você é metafísico, quando o você sou eu; apenas compro com o dinheiro que não tenho.
Já não me reconheço, pois já me perdi em alteridade, depois de pedir pó alteridade.
Quando se pára de tentar o normal é difícil retomar… agora quem se perderá em mais um desenho?
Sua ridícula fragilidade me causa risos… e ódio quando o você é eu em possibilidade.

Porcos, inimigos de qualquer nobre sentido, amantes da miséria e da feiúra.
Com suas máscaras… simulando a bela amizade aos miseráveis.
Nunca poderia diferente ser; mesmo quando em forma de chuva e som vem o sol da negrura.

E já me perco em tanto predicado vil; mas nada vai… nada vai surgir desse movimento.
Que é a imaginação, fazendo-me passar por marciano ao relento.
E quando você ver que não há um você, verá você que, para além da solidão, só há movimento.
André Luiz Ramalho da Silveira_________16/01/2008

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