o que um dia – o velho

O Velho
O velho amor, já ressecado, deixa de presentificar-se ao que pode ser.
Aquela beleza despida, indo de par cm a natureza, já é um si-mesmo singularizado,
Tão belo e feminino quanto esquecido. O velho, que era amor, agora já é angústia de um si.
Jogado e rebatido contra si; volta-se ao nada,rebate-se contra si, contra a ausência que nunca deixou de ser.
Ausência essa que nunca deixa de ser sigular, deixando de ser ausente a evidência do destino malogrado.
Destino aliviado por breve hedonismo, enganado por breve puritanismo, atirado a um breve em-si.
28/11/07

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